Planejamento

Quantos pontos de acesso e operadores o seu evento na Argentina precisa?

Por SOMOS DER · 30 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

O número de pontos de acesso não sai do total de participantes, sai de quantas pessoas chegam ao mesmo tempo. O método tem três passos: estimar quantas pessoas chegam na faixa de horário mais cheia, cronometrar uma entrada completa num ensaio e dividir. A equipe sai daí: uma pessoa por ponto mais as funções que não são leitura, como a fila, as exceções, a supervisão e o revezamento. Se você organiza do Brasil e vai contratar equipe local na Argentina, este é o briefing que vale mandar antes que alguém lhe passe um número de pessoas.

Por que "quantos participantes" é a pergunta errada

Dois eventos com o mesmo número de convidados podem precisar de entradas muito diferentes. Num congresso de dois dias, as pessoas chegam espalhadas pela manhã e voltam depois do almoço. Num show, quase todo mundo chega na última hora antes da apresentação. Numa festa corporativa, chegam quando termina o expediente, todos juntos. O total é o mesmo; o pico, não.

Por isso as orientações de segurança falam de chegadas, não de totais. A página do Health and Safety Executive do Reino Unido sobre controle de multidões diz que, para públicos maiores, é preciso "encourage phased arrivals and departures" (incentivar chegadas e saídas escalonadas) e, quando as chegadas podem passar do que o local comporta com segurança, ter "arrangements for monitoring and estimating the numbers of people arriving" (meios para monitorar e estimar o número de pessoas que estão chegando). É esse fluxo que dimensiona a entrada.

Passo 1: estimar as chegadas por faixa de horário

Divida a janela de entrada em faixas curtas (de quinze minutos, por exemplo) e estime quantas pessoas chegam em cada uma. As fontes, da mais à menos confiável:

O número de que você precisa é o da faixa mais cheia. As outras dizem quando dá para fechar pontos ou mandar a equipe para o intervalo, mas a entrada se monta para o pico.

Passo 2: cronometrar cada entrada num ensaio

Este é o número que quase ninguém tem e que ninguém pode lhe dar de cabeça, porque depende da sua entrada: com ou sem revista de bolsas, com ou sem crachá impresso, com ou sem conferência de documento, se o operador também dá informações, se há luz suficiente para a câmera ler o QR code.

No PASE, a leitura em si responde na hora (válido, duplicado ou não autorizado), então o tempo que você medir vai ser dominado por todo o resto: tirar o celular, achar o e-mail, a bolsa, o crachá impresso. Meça na sua própria entrada em vez de confiar num número genérico.

Passo 3: fazer a conta e somar margem

Depois some margem. Um ponto de reserva montado e sem uso custa bem menos que uma fila que chega à calçada. Se o resultado der mais pontos do que cabem fisicamente na entrada, o problema não é de equipe: escalone as chegadas ou abra outra porta. Com mais de uma porta física, faça a conta por porta. As portas do PASE ficam sincronizadas entre si e a entrada duplicada é bloqueada de forma atômica (se dois leitores leem o mesmo código no mesmo instante, só uma entrada passa), então você pode dividir as pessoas entre portas sem que o mesmo passe entre duas vezes.

Passo 4: a equipe não é só quem lê o QR code

Cada ponto de acesso precisa de pelo menos uma pessoa lendo os códigos. Uma entrada que funciona tem outras funções, e se quem lê tiver que cobri-las, a leitura para:

Quando você contratar equipe local a partir do Brasil, mande esta lista de funções, e não só um número de pessoas. Peça que pelo menos o balcão de exceções e o supervisor falem inglês (e, se possível, português) se os seus convidados forem internacionais. Lembre também que a página de inscrição e o e-mail do QR existem em espanhol e em inglês, sem versão em português: para participantes do Brasil, mande o link em espanhol ou force o inglês acrescentando ?lang=en.

O que isso significa nos planos do PASE e na equipe local

Para o orçamento: o Base inclui 1 ponto de acesso com suporte remoto e sem operadores no local; o Pro inclui até 4 pontos, 2 operadores e suporte presencial por um dia de evento; o Enterprise tem pontos ilimitados e equipe dedicada (veja os preços). O Base começa a partir de USD 600, o Pro a partir de USD 1.500 e o Enterprise é sob consulta. Extras: operador adicional a partir de USD 100 por dia de evento e supervisor de credenciamento a partir de USD 160 por dia de evento; deslocamento e diárias fora de Buenos Aires dependem do destino. Os operadores presenciais da SOMOS DER são opcionais; se você preferir montar a sua própria equipe de entrada na Argentina, encontra pessoal para eventos no LABURO.

No dia: acompanhar, corrigir e guardar os dados

A conta é uma estimativa; no dia você tem o número real. A página do HSE sobre monitoramento de multidões inclui "entrances and exits" (entradas e saídas) e "areas where people queue" (áreas onde as pessoas fazem fila) entre os lugares a monitorar, e observa que "counting systems at entry and exit points can help you estimate numbers within your venue or area of the venue" (sistemas de contagem nos pontos de entrada e saída ajudam a estimar quantas pessoas há no local ou numa área do local). O relatório ao vivo do PASE mostra as entradas por porta, zona, tipo de participante e hora, então você vê qual ponto está carregando enquanto acontece.

Se uma porta tem fila e outra está vazia, mude um operador de lugar ou redirecione as pessoas; se todas estão cheias, abra o ponto de reserva. O PASE roda no navegador, então um operador extra pode ler códigos com outro celular sem instalar nada. Ele precisa de internet na entrada: se a conexão não foi testada, o dimensionamento não vale nada. Depois do evento, o relatório de fechamento guarda os horários de pico, a presença real e os horários de entrada, que é exatamente o que faltava nos passos 1 e 2. Na segunda vez que você fizer o mesmo evento, vai calcular em vez de estimar.

Dimensione a entrada para o pico, não para o total. E meça o tempo por pessoa na sua própria entrada; não copie de outro evento.

Perguntas frequentes

Existe uma regra prática, tipo um ponto de acesso a cada tantos participantes?

Não existe uma proporção fixa que sirva para todo evento, porque depende de quantas pessoas chegam juntas e de quanto tempo leva cada entrada, e as duas coisas mudam muito entre um congresso e um show. Calcule a partir das suas próprias chegadas por faixa de horário e de um tempo por pessoa medido num ensaio.

Como meço o tempo por pessoa antes de o evento acontecer?

Com um ensaio. Reúna um grupo de pessoas com QR codes de teste, monte a entrada exatamente como vai ser no dia (revista de bolsas, impressão de crachás, se houver) e cronometre quanto tempo passa entre uma pessoa chegar ao ponto e a próxima poder avançar. Repita várias vezes e fique com um valor realista, não com o melhor.

Quantas pessoas da equipe preciso por ponto de acesso?

Pelo menos uma pessoa lendo os códigos em cada ponto. Some as funções que não são leitura: alguém organizando a fila, alguém no balcão de exceções, um supervisor que decide e o revezamento, se a entrada durar horas. Cada uma dessas funções fica melhor coberta por uma pessoa diferente.

E se a fila crescer mesmo assim no dia?

Olhe o relatório ao vivo para ver qual porta está carregada e mande gente para lá: mais um operador lendo com outro celular, ou alguém adiantando a revista de bolsas. Se você deixou um ponto de acesso de reserva montado, é a hora de abri-lo.

Dimensione a entrada do seu evento com o PASE

Portas sincronizadas, bloqueio atômico de entrada duplicada, relatório ao vivo por porta e por hora e relatório de fechamento com horários de pico e de entrada para a próxima vez, com inscrição em espanhol e em inglês. Orçamento por evento: Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500, Enterprise sob consulta.

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O PASE é feito pela SOMOS DER, agência de produção de eventos na Argentina. Venda de ingressos: ENTRÁ. Equipe para eventos: LABURO.