Checklist

Plano da entrada do evento: como montar, com um checklist para a véspera

Por SOMOS DER · 30 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

O plano da entrada de um evento é uma página só que responde a cinco perguntas: quem entra, por qual porta, com qual credencial, quem confere e o que acontece quando algo dá errado. Monte uma semana antes do evento e revise na véspera com um checklist curto: tipos de participante e permissões fechados, pontos de controle configurados, aparelhos carregados, rede testada no local e cada operador sabendo para quem ligar. Se você está produzindo um evento na Argentina a partir do Brasil, o plano também é o que permite que uma equipe local opere a sua entrada do jeito que você faria.

O que é o plano da entrada e por que ele precisa caber em uma página

Na maioria dos eventos, a informação da entrada fica espalhada: a lista de convidados num e-mail, as permissões da imprensa num chat, o horário de abertura no roteiro e o telefone do supervisor na cabeça de alguém. No dia, o operador que lê os códigos não tem tempo de procurar nada. Ele precisa de uma página que consiga ler em trinta segundos. Quando quem escreve o plano está em São Paulo, Nova York ou Madri e quem fica na porta está em Buenos Aires, essa página também é a passagem de bastão.

O plano da entrada não substitui o plano de segurança do local nem as suas licenças, que definem capacidade e evacuação. Ele é a parte operacional da entrada. O capítulo de gestão de público do The Purple Guide, referência britânica em segurança de eventos, começa por aí: diz que o processo de gestão de público «starts with how people will access the event» (começa pela forma como as pessoas vão acessar o evento) e lista os controles de entrada e saída e os sistemas de filas como seções desse mesmo capítulo.

As cinco partes do plano

1. Quem entra

Liste os tipos de participante: geral, VIP, imprensa, equipe, fornecedores, palestrantes ou artistas. Para cada um, quantos você espera e a partir de que horário chegam. Com o PASE, cada tipo tem o seu próprio link de inscrição, então o número de cada linha sai do sistema, não de um chute.

É aqui também que você decide se um tipo tem reentrada. Um tipo com reentrada não esgota o QR: a pessoa pode sair e voltar, e cada passagem fica registrada com data e hora. Um tipo sem reentrada entra uma vez e o QR é consumido; se alguém tentar de novo com o mesmo código, a tela mostra DUPLICADO. Anote isso tipo por tipo, porque é a pergunta que os operadores mais ouvem na porta.

2. Por qual porta

Um mapa simples, mesmo feito à mão, com cada ponto de controle marcado e quais tipos passam por cada um. Se equipe e fornecedores usam uma entrada de serviço, ela vai no mapa. Se a imprensa tem um balcão próprio, também.

3. Com qual credencial

QR no celular, crachá impresso ou os dois. Se você vai imprimir na porta, anote onde fica a impressora, qual tamanho de crachá usa e quem opera. Públicos mistos pesam aqui: a página de inscrição e o e-mail com o QR existem em espanhol e em inglês (seguem o idioma do navegador, e ?lang=en no link força o inglês), então confira qual link foi para qual grupo. Não há versão em português: para convidados brasileiros, use o link em inglês ou em espanhol.

4. Quem confere

Um nome por ponto de controle, com o seu turno, e um supervisor com autoridade para decidir os casos duvidosos. O Public Venue Credentialing Guide da CISA (maio de 2020) recomenda treinar o pessoal de controle de acesso para reconhecer as credenciais permitidas na sua área específica e entender os procedimentos para negar a entrada, além de desenvolver procedimentos específicos para acionar a segurança. Na prática, isso é uma linha no plano: «se acontecer X, ligue para Y». O mesmo guia sugere um quadro de credenciais em cada ponto de controle mostrando quais credenciais valem ali, que é exatamente o que faz a tabela de permissões do seu plano. Se o supervisor é da sua equipe e os operadores são locais, garanta que eles falem a mesma língua, ou que o plano esteja escrito também em espanhol.

5. O que fazer quando algo falha

Três cenários mínimos, com a resposta por escrito:

O checklist da véspera

Na véspera não se desenha nada: tudo se confere. Esta é a lista, na ordem que funciona melhor.

Dados e permissões

Pontos de controle e aparelhos

Local e rede

Pessoas

Comunicação com os convidados

Quantas portas você precisa

O plano da entrada não inventa capacidade: ele mede. Conte quantas pessoas você espera na hora de pico de chegada e meça no ensaio quantas pessoas por minuto um operador consegue passar na sua configuração (QR na tela, com impressão, com conferência de documento). Esses dois números dizem quantos pontos de controle você precisa para a fila não crescer. Se é o seu primeiro evento nesse formato, pegue o número do ensaio e acrescente um ponto de controle como margem. O plano Base inclui 1 ponto de acesso, o Pro até 4 e o Enterprise ilimitados (veja os preços).

Se o operador precisa perguntar algo para alguém que não está na porta, essa resposta faltou no plano.

Perguntas frequentes

Com quanta antecedência devo montar o plano da entrada?

Deixe pronto uma semana antes, quando os tipos de participante e as zonas estiverem fechados, e revise na véspera com o checklist. No dia, você só imprime e distribui.

O que é reentrada e onde eu configuro?

É a opção de sair e voltar a entrar com o mesmo QR. No PASE, ela é configurada por tipo de participante: com reentrada o QR não se esgota e cada passagem fica registrada com data e hora; sem reentrada a pessoa entra uma vez e o código é consumido, então uma segunda tentativa aparece como DUPLICADO.

O PASE envia lembretes para os participantes?

Não, o PASE não envia lembretes automáticos. O QR chega por e-mail no momento da inscrição, e qualquer pessoa pode pedir de novo pela opção de recuperar o acesso («Recover your access» em inglês, «Recuperá tu acceso» em espanhol). O lembrete da véspera você mesmo envia pelo seu canal de sempre.

O que cada operador precisa ter em mãos?

O plano da entrada em uma página: o seu ponto de controle, quais tipos passam por ele, se há reentrada, o que fazer com um DUPLICADO ou um NÃO AUTORIZADO, qual é a rede reserva e o telefone do supervisor.

Planeje a entrada do seu evento com o PASE

Tipos de participante com ou sem reentrada, matriz de permissões por zona, VÁLIDO / DUPLICADO / NÃO AUTORIZADO na hora, inscrição e e-mail do QR em espanhol ou inglês (não há versão em português) e relatórios ao vivo por porta e por hora. Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500 com operadores e suporte no local, Enterprise sob consulta.

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O PASE é feito pela SOMOS DER, agência de produção de eventos na Argentina. Venda de ingressos: ENTRÁ. Equipe para eventos: LABURO.