Guia prático
Como credenciar uma feira de emprego ou um evento universitário na Argentina: inscrição com dados mínimos, palestras por sala e o que medir
Uma feira de emprego se credencia com uma inscrição prévia curta (nome, e-mail e curso bastam), uma chegada distribuída para que os estudantes não apareçam todos ao mesmo tempo, um ponto de controle em cada sala de palestras e um tipo de participante diferente para empresas, palestrantes e equipe. O que as empresas expositoras querem saber depois é quanta gente veio de verdade, a que horas e em quais palestras entrou, e isso só se conta se foi medido na porta. Se os dados dos estudantes vão chegar às empresas, é preciso dizer isso na inscrição.
Em que é diferente de uma feira comercial
A nota sobre credenciamento em feiras: expositores e visitantes cobre o esquema geral: tipos de público, montagem, reentrada. Uma feira de emprego ou um evento universitário (na Argentina, as jornadas universitarias) compartilha essa base, mas muda em três pontos:
- O visitante é jovem, gratuito e numeroso. Inscreve-se pelo celular, digita o e-mail com pressa e chega em ondas que seguem o horário das aulas, não o horário de abertura.
- O visitante é o que as empresas vieram buscar. O expositor não vende um produto: quer conhecer candidatos, e depois vai perguntar quantos havia.
- O dado é mais delicado. Por trás de uma feira de emprego há currículos, cursos e buscas de trabalho. Convém pedir pouco e dizer com clareza o que se faz com isso.
Para entender o público: o Estado argentino tem programas específicos para a faixa de 18 a 24 anos. A página do Fomentar Empleo para jovens descreve formação, orientação profissional e treinamento para o trabalho nessa idade, com inscrição e envio do currículo pelo Portal Empleo. Se o seu evento é universitário ou municipal, colocar um link para esse portal na página do evento é uma forma de o currículo ficar onde deve, e a sua inscrição continuar curta.
Se você é uma agência ou empresa do Brasil que organiza uma feira de recrutamento na Argentina (para uma multinacional que contrata em Buenos Aires, por exemplo), tudo o que segue vale igual; a diferença está na lei de dados e no idioma, que explicamos abaixo.
Passo 1: a inscrição, com dados mínimos
A Lei 25.326 de proteção de dados pessoais pede que os dados coletados sejam certos, adequados, pertinentes e não excessivos em relação à finalidade, e que antes de coletá-los se informe para que serão usados e quem pode recebê-los. Numa feira de emprego isso vira duas decisões:
- Para entrar bastam nome e e-mail. Curso e ano, se você vai usá-los para medir. O documento, o endereço ou o currículo não são necessários para credenciar.
- Se os dados vão para as empresas, diga isso no formulário. "Os seus dados serão compartilhados com as empresas expositoras" é uma frase que precisa estar antes do botão, não num regulamento à parte.
No PASE o estudante se inscreve na página do evento e recebe o QR code por e-mail, com a credencial em PDF. O corretor de e-mail avisa se a pessoa digitou gmial.com ou hotmail.con, o que, com um público que se inscreve pelo celular, evita muitos ingressos que nunca chegam, e "Recuperar meu ingresso" resolve o caso de quem perdeu o e-mail. A inscrição e o e-mail existem em espanhol e em inglês (com ?lang=en), não em português: se vêm estudantes de intercâmbio ou brasileiros, mande o link em inglês.
Passo 2: um tipo para cada público, cada um com o seu link
Estudantes, representantes das empresas, palestrantes, equipe e imprensa não deveriam se inscrever pelo mesmo formulário. No PASE cada tipo de participante tem o seu próprio link e a pessoa fica no tipo do link, não escolhe: assim o estudante não se inscreve como expositor para pular a fila. O link das empresas vai por e-mail para o responsável de cada estande; o dos estudantes, para a divulgação.
Um truque útil para o relatório: se às empresas importa o curso, você pode criar um tipo por curso ou por faculdade, com o seu link. O relatório por tipo te dá depois o público real de cada um, sem cruzar planilhas.
Passo 3: distribuir a chegada
O guia de controles de entrada do órgão de saúde e segurança do Reino Unido (HSE) recomenda, para públicos grandes, escalonar as chegadas e as saídas e prever o que acontece se os que chegam superarem a capacidade segura do local. Numa feira de emprego o pico é previsível: a hora em que terminam as aulas.
Algumas formas de achatar esse pico:
- Horário no convite por grupo. Se cada faculdade ou curso tem o seu link, cada e-mail de divulgação pode sugerir uma faixa horária diferente.
- Atividades espalhadas no dia. Uma palestra forte no começo da manhã e outra no fim da tarde puxam a chegada para os dois lados.
- Capacidade cadastrada. Se você carrega uma capacidade no evento, o PASE avisa por e-mail quando o evento chega a 80 % e a 100 % dessa capacidade.
Se o evento tem data de início cadastrada, o PASE reenvia o QR code automaticamente entre 24 e 48 horas antes, o que reduz a fila de quem procura o e-mail na porta.
Passo 4: as palestras, sala por sala
As palestras das empresas costumam ser o mais valorizado e o pior medido. Para contá-las, cada sala precisa do seu ponto de controle, configurado com reentrada (no modo validar): o estudante entra numa palestra, sai para o hall, entra em outra. Cada passagem fica registrada com o ponto de controle e a hora, e o relatório ao vivo mostra as entradas por tipo, por ponto de controle (porta) e por hora.
- Palestra para um público restrito (por exemplo, uma oficina só para inscritos de um curso): as permissões por tipo deixam passar só esse tipo, e quem não tem permissão vê NÃO AUTORIZADO na tela. Veja controle de acesso: VIP, backstage e salas.
- A capacidade de cada sala é a da habilitação do local. O relatório ao vivo mostra quantos estão entrando, mas fechar a porta quando a sala está cheia é decisão do responsável da sala. Mais na nota sobre lotação e capacidade habilitada.
- Cada ponto de controle precisa de internet e de um operador. Se a conexão cai, a tela mostra "sem conexão" e deixa tentar de novo.
Passo 5: o que medir para as empresas
A empresa que pagou um estande vai perguntar três coisas. Prepare as respostas desde o primeiro dia:
- Quantos vieram de verdade, não quantos se inscreveram. São números diferentes, e a diferença é a primeira coisa que se nota.
- A que horas, para saber quando convém ter mais gente no estande na próxima vez.
- Quantos entraram na palestra dela, se deu uma.
O relatório do PASE dá o público real por tipo, por ponto de controle e por hora, e o relatório de fechamento serve para mandar a cada expositor (os relatórios saem em espanhol). O que o PASE não faz é registrar quem passou por cada estande: isso não é controle de acesso. Se uma empresa quer contatos, que use o seu próprio formulário e diga ao estudante para quê. A lei também pede não usar os dados para finalidades diferentes daquelas que motivaram a coleta, então a base da feira não é reutilizada para outra coisa sem ter avisado. Para o resto da análise, veja relatório pós-evento para o cliente.
Peça pouco, distribua a chegada, conte cada sala e diga a cada empresa quantos estudantes ela viu de verdade.
Perguntas frequentes
Que dados eu peço a um estudante para entrar numa feira de emprego?
Os que você precisa para deixá-lo entrar e para o relatório: nome, e-mail e, se servir para medir, curso ou ano. O currículo não é necessário para credenciar. Se os dados vão chegar às empresas expositoras, a Lei 25.326 pede avisar antes, no formulário.
Como evito que mil estudantes cheguem na mesma hora?
Distribuindo a chegada: um link por faculdade ou curso com uma faixa horária sugerida em cada convite, palestras fortes em horários diferentes e reforço de operadores no horário em que terminam as aulas. O lembrete automático do PASE, 24 a 48 horas antes, ajuda a que cada um chegue com o QR code à mão.
Posso saber quantos estudantes entraram em cada palestra?
Sim, se cada sala tem o seu ponto de controle configurado com reentrada. Cada passagem fica registrada com o ponto de controle e a hora, e o relatório mostra as entradas por tipo, por ponto de controle e por hora. As salas sem ponto de controle não são medidas.
As empresas podem escanear os estudantes no estande?
O PASE controla acessos, não é uma ferramenta de captação de contatos por estande. Se as empresas querem os dados de quem passou pelo estande, resolvem com o seu próprio formulário, avisando o estudante para que serão usados.
A inscrição existe em português?
Não. A página de inscrição e o e-mail com o QR code existem em espanhol e em inglês; para estudantes brasileiros, mande o link em inglês. Os relatórios saem em espanhol.
Credencie a sua feira de emprego com o PASE
Um QR code único por participante, válido, duplicado ou não autorizado na hora, antidupla entrada entre portas e relatório ao vivo por ponto de acesso e por hora, com inscrição em espanhol e em inglês. Orçamento por evento: Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500, Enterprise sob consulta.
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