Dados
Quanto tempo o público leva para entrar num evento: o que medimos com o PASE
Medimos as entradas dos eventos que passaram pelo PASE entre setembro e outubro de 2026 com mais de 300 entradas cada um (três eventos: uma apresentação à tarde, uma jornada pela manhã e uma ativação de marca de cinco dias). Um operador com QR passou uma pessoa a cada 6 a 16 segundos; nos eventos com horário de início, quase metade do público do dia entrou na meia hora mais cheia; e entre 1 e 11 a cada 100 leituras não foram uma entrada válida. Não citamos os eventos: os números vêm da base do PASE, sem dados de nenhuma pessoa.
Por que publicamos isto
Para dimensionar a entrada você precisa de dois dados: quanta gente chega junta e quanto tempo leva cada entrada. No guia de quantos pontos de acesso e operadores o seu evento precisa recomendamos medir isso no seu próprio evento, e continuamos recomendando. Só que quem monta a primeira entrada não tem de onde tirar esses números. Os guias de segurança também não trazem uma cifra: a página de controles de gestão de público da HSE, o órgão de segurança do trabalho do Reino Unido, pede que eventos grandes incentivem chegadas escalonadas e, onde as chegadas possam passar do que o local suporta, que haja uma forma de monitorar e estimar quanta gente está chegando, mas não diz em que ritmo o público entra. Estes são os números que nós temos, para você ter um ponto de partida.
Dado 1: entre 6 e 16 segundos por pessoa e operador
Para cada operador, medimos o tempo entre uma leitura e a seguinte, só nos momentos com movimento (descartamos os intervalos de mais de dois minutos, que são pausas). Metade das leituras ficou abaixo de:
- 6 segundos na apresentação à tarde, com duas portas e o público chegando com o QR já aberto no celular. Cerca de 10 pessoas por minuto por operador.
- 10 segundos na ativação de cinco dias, com um único ponto. Cerca de 6 por minuto.
- 16 segundos na jornada da manhã, com um único ponto. Cerca de 4 por minuto.
Isso é só a leitura do QR: o sistema responde na hora, então a diferença vem de todo o resto (procurar o e-mail, tirar o celular do bolso, o brilho da tela, alguém que para para perguntar). Se na sua entrada também há revista de bolsas, pedido de documento ou impressão de credencial no mesmo ponto, o tempo sobe. Para planejar, use um valor puxado para o lento.
Dado 2: até 47% do público na meia hora mais cheia
Para cada dia, contamos quantas entradas aconteceram na meia hora com mais movimento e comparamos com o total do dia:
- Apresentação à tarde, com horário de início: 47% do público entrou na meia hora de pico (276 de 588).
- Jornada pela manhã, com horário de início: 41% (134 de 326).
- Ativação de portas abertas, umas 7 horas por dia: entre 12% e 34% conforme o dia. Os 34% foram no último dia, um domingo.
A lição é a de sempre, agora com números: se o evento tem horário de início, quase metade chega junta e a entrada se monta para esse pico, não para a média. Se é de portas abertas, o pico é mais baixo, mas muda muito de um dia para o outro: na ativação, o último dia foi o mais concentrado.
Dado 3: entre 1 e 11 a cada 100 leituras não são uma entrada válida
Nem tudo o que é lido entra. Conforme o evento:
- Jornada pela manhã: 1,5 a cada 100 (todos QR que já tinham entrado).
- Ativação de cinco dias: 6,8 a cada 100: principalmente QR que já tinham entrado, e alguns códigos que o sistema não reconheceu.
- Apresentação à tarde: 11 a cada 100: além de QR repetidos e códigos não reconhecidos, houve 40 leituras de credenciais sem permissão para aquela porta.
Cada um desses casos trava a fila se quem resolve é o mesmo operador que faz a leitura. Por isso insistimos num balcão de exceções separado: quem não passa sai da fila e é atendido ao lado. E se o evento tem setores com permissões diferentes, como na apresentação, vale que a sinalização deixe claro qual porta é para quem.
Como usar estes números
- Estime o pico: se o seu evento tem horário de início e você não tem outro dado, conte que perto de metade do público chega na meia hora anterior.
- Escolha um tempo por pessoa: 15 segundos é um ponto de partida prudente com QR no celular; mais, se houver bolsas ou impressão.
- Faça a conta: a calculadora de pontos de acesso faz sozinha e mostra a fila que se forma se você abrir menos pontos.
- Some o balcão de exceções: com 1 a 11 recusas a cada 100, aparece alguém que não passa a cada poucos minutos.
- Meça o seu próprio evento: a página de monitoramento de público da HSE recomenda acompanhar entradas, saídas e os lugares onde se forma fila, e usar sistemas de contagem nos pontos de entrada. O relatório do PASE registra o horário de cada entrada por porta: na segunda vez você já não precisa estimar.
O que estes dados não dizem
São três eventos, não uma estatística do mercado. Não incluem revista de bolsas nem impressão de credencial no mesmo ponto, e o ritmo depende muito de como o público chega preparado. Servem como referência para começar; o seu ensaio e o seu primeiro evento valem mais do que qualquer média. Vamos atualizá-los à medida que mais eventos passarem pelo PASE.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas por minuto um operador consegue passar com QR?
Nos eventos que medimos com o PASE, nos momentos com movimento, o tempo típico entre uma leitura e a seguinte do mesmo operador foi de 6, 10 e 16 segundos conforme o evento: entre 4 e 10 pessoas por minuto. Isso é só a leitura do QR; se no mesmo ponto também há revista de bolsas ou impressão de credencial, demora mais.
Que parte do público chega no horário de pico?
Nos eventos com horário de início que medimos, entre 41% e 47% das entradas do dia aconteceram na meia hora mais cheia. Numa ativação de portas abertas, com umas 7 horas por dia, entre 12% e 34% conforme o dia.
Quantas leituras não são uma entrada válida?
Entre 1 e 11 a cada 100 leituras, conforme o evento: QR que já tinham entrado, códigos que o sistema não reconheceu e credenciais sem permissão para aquela porta. Por isso vale ter um balcão de exceções separado da fila.
Meça a entrada do seu evento com o PASE
Cada entrada fica registrada com horário e porta, e o relatório ao vivo mostra qual ponto está ficando carregado enquanto acontece. Orçamento por evento: Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500, Enterprise sob consulta.
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