Operação na porta
O que fazer com quem chega à porta do evento sem ter se inscrito
Quem chega sem inscrição não é atendido na fila: é encaminhado para um balcão separado. Ali se aplica um critério escrito antes do evento (quem pode entrar sem inscrição e quem não), uma pessoa designada autoriza e, se a pessoa entra, é feito um cadastro manual com os mesmos dados da inscrição online. Assim a fila de quem tem QR code nunca para. Se você é uma agência do Brasil produzindo um evento na Argentina, combine esse critério com o cliente antes de mandar o primeiro convite.
Sempre chega alguém sem inscrição
Não importa quantos e-mails você mande. Chega o gerente que "com certeza está na lista", o colega que veio no lugar de outro, quem se inscreveu com um e-mail de que não lembra, quem nunca viu o convite. Se você não pensou no que fazer com eles, acontece o de sempre: o operador da porta começa a discutir, a fila atrás para, e no fim entra quem insiste mais.
São três casos diferentes, e vale separá-los desde o início:
- Se inscreveu mas não tem o QR code. Não é um caso de cadastro: é um caso de busca. A pessoa está no sistema, só é preciso encontrá-la.
- Não se inscreveu e o evento permite. É um cadastro manual: a pessoa é registrada e entra.
- Não se inscreveu e o evento não permite (ou não está claro). É uma exceção, e quem decide é outra pessoa.
Passo 1: escreva o critério antes do evento
A pergunta "deixo entrar?" não se responde na porta. Ela se responde numa folha que o organizador assina antes, com frases como: "evento aberto, aceita cadastro na porta até completar a capacidade", ou "evento fechado, só entram inscritos; substituições da mesma empresa são aceitas com autorização do responsável pela conta", ou "imprensa sem credenciamento prévio não entra".
O guia de credenciamento para locais públicos da CISA recomenda exatamente isso: ter critérios de acesso escritos para cada área controlada, que sustentem a decisão de aprovar ou negar, e uma pessoa de contato responsável por conceder ou recusar os pedidos conforme a orientação do responsável pela segurança do evento. O que vale para uma credencial vale para um convidado sem inscrição.
Em baladas, shows e espetáculos na Argentina há também uma obrigação legal que agências de fora costumam não conhecer. A Lei 26.370 exige que o direito de admissão se baseie em condições objetivas, iguais para todos os frequentadores, e que essas condições estejam exibidas por escrito, legíveis e em lugar visível em cada entrada. "Você não se inscreveu" pode ser uma condição; "não gostei da sua cara", não.
Passo 2: designe quem autoriza
O operador lê o QR code. Ele não decide exceções. Se o operador decide, em meia hora a regra é a que cada operador escolheu, e o relatório não bate com nada.
A pessoa que autoriza tem que cumprir três condições:
- Ter autoridade real. Se ela disser sim, ninguém a desautoriza depois. Num evento corporativo costuma ser alguém da área que organiza; num show, o responsável de produção ou de segurança.
- Estar disponível durante toda a entrada. Com o celular na mão e perto da porta, não no palco nem numa reunião.
- Conhecer o critério. O mesmo que o operador conhece, para que a resposta seja coerente.
Se você espera muitas exceções (um congresso com inscrição no dia, por exemplo), designe duas pessoas e divida por tipo de caso. Se a agência é brasileira e o cliente também, vale que pelo menos uma delas fale espanhol: boa parte do público vai ser local.
Passo 3: tire o problema da fila
Essa é a decisão que mais muda a experiência. A fila principal é só para quem tem QR code, e quem não tem sai da fila. Coloque um balcão ao lado da entrada, com operador próprio, e uma placa clara. Na Argentina, a placa vai em espanhol: "¿No tenés tu pase? Acercate acá" ("Não está com o seu ingresso? Venha aqui").
Os guias de segurança de eventos insistem em que os controles de entrada não gerem aglomeração. A página de controles de gestão de público da HSE, o órgão de segurança do trabalho do Reino Unido, pede que os procedimentos de controle na entrada não criem risco de aglomeração e que as filas não bloqueiem as rotas de emergência. Um balcão de exceções mal posicionado, no meio da passagem, faz exatamente isso: coloque-o onde quem espera não tape a saída. Para a sinalização, veja sinalização da entrada para organizar a fila.
Passo 4: primeiro busque, depois cadastre
No balcão, a primeira coisa é procurar a pessoa entre os inscritos. Na porta, a busca do PASE é por nome; no painel, por nome ou por e-mail. Muitas vezes a pessoa está lá, com um e-mail mal digitado ou um e-mail antigo da empresa. Se estiver, imprima a credencial ali mesmo ou mostre como pedir o ingresso de novo, e ela entra com o seu registro original. Ela também pode pedir sozinha pela página "Recuperar meu ingresso" do PASE, com o e-mail com o qual se inscreveu.
Se não estiver e o critério permitir, faça o cadastro manual. No PASE o cadastro manual é feito pelo painel, que você pode ter aberto num computador ou tablet do balcão: o ingresso é gerado na hora, com o tipo de participante que corresponde, e se o evento usa credencial física, ela é impressa ali, na impressora térmica. A pessoa fica no mesmo sistema que as outras, com o seu QR code único, e a antidupla entrada a cobre igual ao resto: se ela tentar entrar de novo com esse QR code por outra porta, aparece DUPLICADO. Se a pessoa chegou com um acompanhante e a regra permite, o operador pode usar o botão "+1 acompanhante", que conta a pessoa a mais sem criar um ingresso novo.
Lembre que tudo isso depende de internet no balcão e nos pontos de controle. Se a conexão cair, o PASE mostra que está sem conexão e deixa tentar de novo; tenha um plano para esse momento, que explicamos em a internet caiu na entrada do evento.
Passo 5: no cadastro, os mesmos dados do site
A tentação na porta é anotar só o nome para ir rápido. É um erro: essa pessoa fica fora dos relatórios por tipo, você não consegue mandar nada para ela depois e não sabe de que empresa era. Peça os mesmos dados da inscrição online, nem um a mais.
E o cadastro na porta não está isento da lei. A lei argentina de proteção de dados pessoais, a Lei 25.326, pede consentimento livre, expresso e informado, e que antes de coletar os dados se informe a finalidade, quem é o responsável e quais perguntas são obrigatórias. Uma placa no balcão com essa informação, ou o mesmo texto do formulário online, resolve a parte de informar. Mais na nota sobre dados dos participantes e a Lei 25.326.
Passo 6: anote cada exceção
Cada caso resolvido por autorização, e cada caso recusado, tem que ficar anotado com nome, motivo e quem decidiu. Isso serve para duas coisas: se depois houver uma reclamação, você sabe o que aconteceu; e para o próximo evento, você sabe de onde vêm as exceções (o e-mail não chegou? o convite não dizia que era preciso se inscrever? a substituição não estava prevista?).
Os cadastros manuais aparecem no relatório do PASE junto com os inscritos online, então o público real já os inclui. O relatório sai em espanhol. As recusas que não passaram pelo sistema, anote à parte, numa planilha da equipe.
Passo 7: previna para a próxima
Se num evento você teve muitos cadastros na porta, olhe o motivo antes de culpar as pessoas. O mais comum é que o convite não deixasse claro que era preciso se inscrever, que o lembrete não explicasse como recuperar o ingresso ou que o link de inscrição tenha fechado cedo demais. Se o evento tem data de início carregada, o PASE reenvia o QR code automaticamente entre 24 e 48 horas antes, o que já reduz quem chega sem o ingresso. Cada uma dessas coisas se resolve antes, no e-mail, e não na porta.
O operador lê o QR code, o balcão resolve e uma pessoa autoriza. Se os três papéis ficam com a mesma pessoa, a fila para.
Perguntas frequentes
Tenho que deixar entrar alguém que não se inscreveu?
Depende do critério que você definiu antes, não da insistência da pessoa. Há eventos abertos em que o cadastro na porta é normal e eventos fechados em que a resposta é não, a menos que alguém com nome e sobrenome autorize. O importante é que o critério esteja escrito e que o operador o conheça.
Quem decide se a pessoa entra ou não?
Uma pessoa designada pelo organizador, com autoridade para dizer sim ou não e disponível durante toda a entrada. O operador da porta não decide exceções: ele lê o QR code, e o que não está no critério ele encaminha.
Como faço para o cadastro manual não travar a fila?
Resolva num lugar separado, ao lado da entrada, com operador próprio. A fila principal é só para quem tem QR code. Quem não tem sai da fila, é cadastrado no balcão e entra com o seu ingresso recém-gerado.
Que dados eu peço para quem se cadastra na porta?
Os mesmos da inscrição online, e nada além. Se no site você pede nome, sobrenome, e-mail e empresa, na porta também. Assim a pessoa fica no mesmo relatório que os outros e você pode enviar o ingresso e as informações posteriores por e-mail.
O formulário de inscrição existe em português?
Não. A inscrição e o e-mail com o QR code existem em espanhol e em inglês (com ?lang=en). Se você espera público brasileiro, mande o link em inglês nos convites e lembretes, o que também reduz os casos de quem chega sem inscrição por não ter entendido o formulário.
Resolva os cadastros na porta com o PASE
Um QR code único por participante, válido, duplicado ou não autorizado na hora, antidupla entrada entre portas e relatório ao vivo por ponto de acesso e por hora, com inscrição em espanhol e em inglês. Orçamento por evento: Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500, Enterprise sob consulta.
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