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Ativação de marca em Buenos Aires: como organizar horários com limite de vagas
Uma ativação de marca com capacidade limitada funciona quando cada visitante sabe o seu horário e tem esse horário escrito no passe. Divida o dia em horários com um limite fixo, cadastre esses horários para que as pessoas escolham um na inscrição e para que o horário cheio se feche sozinho, e mantenha uma fila separada para quem chega sem reserva, com uma regra clara. Peça só os dados necessários para dar um horário a alguém e meça reservados contra presentes, horário por horário. Se a ativação for numa calçada de Buenos Aires, a licença da cidade vem antes de tudo isso.
Antes do limite: a licença do espaço
Uma marca brasileira que planeja um pop-up em Buenos Aires costuma começar pela criação. Em espaço público, precisa começar pela licença. A Cidade de Buenos Aires tem um trâmite online para solicitar licença para ações ou ativações publicitárias no espaço público. Ele é feito pelo sistema de trâmites a distância da cidade (TAD) e pede, entre outros documentos, o projeto e a descrição da ação, uma declaração juramentada assinada pelo solicitante e uma cópia autenticada do seguro de responsabilidade civil que cubra a ação, com o Governo da Cidade como cossegurado. A página informa que o trâmite é gratuito, mas que a autorização final depende da assinatura prévia de um convênio de patrocínio.
Quem faz o trâmite é o seu produtor local, mas a equipe da marca precisa saber uma coisa: o seguro e toda a conversa sobre segurança dependem de quantas pessoas você espera. Esse número deve sair do seu plano de horários, não de um chute. É o primeiro motivo para definir a capacidade antes de dar entrada no pedido.
Num shopping, a permissão é privada: a administração do shopping define as regras (horário de montagem, espaço cedido, onde se forma a fila, qual segurança o shopping fornece e qual fica por sua conta). Peça tudo por escrito antes de desenhar os horários, porque o espaço que você recebe para a fila define quantas pessoas podem esperar.
Como dividir o dia em horários
Faça a conta de trás para frente: quanto dura a experiência, quantas pessoas participam ao mesmo tempo e quanto tempo leva a troca entre um grupo e outro. Isso dá o limite de cada horário, e não o contrário. Três regras que evitam dor de cabeça:
- Horários iguais e redondos. 30 minutos ou uma hora. Se cada horário tem uma duração diferente, o visitante se confunde e a equipe também.
- Folga nas duas pontas. O primeiro horário começa com a ativação montada e testada, e o último termina antes do fim da licença ou do fechamento do shopping.
- Guarde uma reserva. Não distribua cem por cento do limite: deixe espaço para quem chega sem reserva e para os convidados de última hora da própria marca.
Inscrição: horários com limite de vagas
No PASE cada horário é cadastrado como um tipo de convite com limite e com o dia e a hora no nome, por exemplo «Sex 11/12 · 15h30 às 16h00». A página do evento passa a mostrar horários em vez de uma lista de tipos:
- A pessoa escolhe dia e horário. Cada opção mostra quantas vagas restam, então ninguém descobre só na hora de confirmar.
- O horário cheio se fecha sozinho. Aparece como Completo e não pode ser escolhido. O limite é garantido no banco de dados, não só na tela: se duas pessoas confirmam a última vaga ao mesmo tempo, uma fica com ela e a outra é convidada a escolher outro horário.
- Horários só por convite. Um horário pode ser marcado como só por convite: aparece na página com essa indicação, mas só pode ser reservado pelo seu próprio link. Serve para segurar um horário para clientes da marca, imprensa ou ganhadores de um concurso.
A página de inscrição e o e-mail do QR existem em espanhol e em inglês: seguem o idioma do navegador, e acrescentar ?lang=en ao link força o inglês, útil para turistas e estrangeiros que moram em Buenos Aires. Não existe versão em português, então para visitantes brasileiros mande o link em inglês ou em espanhol. O dia e o horário reservados vão para o passe, para o e-mail e para o crachá em PDF.
Na entrada, o leitor valida o QR code online (válido, duplicado ou não autorizado), mas não compara a hora de chegada com o horário reservado: quem confere o horário impresso no passe é a equipe. Combine antes quanta tolerância vocês dão a quem chega adiantado ou atrasado, e faça todos os operadores da entrada aplicarem a mesma. Teste o circuito completo no ensaio da entrada, com um horário de teste que lote, antes de abrir a inscrição ao público.
Quem chega sem reserva faz parte do objetivo
Num shopping ou na calçada, quem vê a ativação passando vai querer entrar. Isso é parte do que a marca está pagando. O problema é não ter a regra escrita. A que funciona melhor:
- Duas filas sinalizadas. «Com reserva» e «Sem reserva». Nunca uma só.
- Quem chega sem reserva ocupa as faltas. Quando o horário atual começa e faltam pessoas que reservaram, essas vagas vão para a fila sem reserva.
- A inscrição é feita ali mesmo. Uma placa com o QR code da página do evento: se o horário atual ainda tem vagas, a pessoa reserva sozinha. Se aparece como Completo, ou se ela não consegue se inscrever pelo celular, a equipe a cadastra manualmente na entrada, e assim ela também é contada.
Se a ativação incluir show ou entretenimento, lembre que a Lei 26.370, sobre o direito de admissão, se aplica a esse tipo de evento mesmo quando acontece em espaços abertos ou públicos: as condições de entrada precisam ser objetivas e iguais para todos.
Que dados pedir na Argentina
Ativação é onde as marcas mais caem na tentação de pedir dados demais: idade, bairro, marca favorita, perfis nas redes. A lei argentina de proteção de dados pessoais, a Lei 25.326, define o limite. O artigo 4 diz que os dados coletados devem ser "ciertos, adecuados, pertinentes y no excesivos" (exatos, adequados, pertinentes e não excessivos) em relação à finalidade. O artigo 5 exige o consentimento livre, expresso e informado da pessoa, o artigo 6 exige informar antes para que servem os dados, e o artigo 7 estabelece que ninguém pode ser obrigado a fornecer dados sensíveis.
- Para dar um horário e mandar o QR code, nome e e-mail bastam.
- Se a marca quer entrar em contato depois, essa é outra finalidade: uma caixa de seleção separada e desmarcada.
- Se precisar conferir idade (por causa de bebidas, por exemplo), olhe o documento na entrada; não é preciso guardá-lo.
O QR code do PASE não leva dados pessoais: é um código aleatório. Mais detalhes no nosso artigo sobre dados dos participantes e a Lei 25.326.
O que medir, horário por horário
A matriz não vai se contentar com "veio muita gente". Com a entrada controlada, você consegue reportar reservados contra presentes em cada horário (quais horários atraem público e quais têm mais faltas), quem chegou sem reserva em cada horário (o fluxo espontâneo do local) e os horários de pico. O relatório ao vivo do PASE mostra as entradas por tipo, por porta e por hora enquanto a ativação acontece, e o relatório pós-evento mostra horários de pico, público real e horários de entrada. Um ponto para equipes de fora: os relatórios do PASE estão só em espanhol, então planeje um resumo curto em português para a equipe no Brasil. Veja também público real do evento, não inscritos.
A capacidade se decide antes da licença, o horário antes do link e a regra de quem chega sem reserva antes de a fila abrir.
Perguntas frequentes
O PASE tem horários com reserva?
Sim. Cada horário é um tipo de convite com limite e com o dia e a hora no nome, por exemplo «Sex 11/12 · 15h30 às 16h00». Na página do evento a pessoa escolhe dia e horário e vê quantas vagas restam; o horário cheio aparece como Completo e para de aceitar reservas. O dia e o horário aparecem no passe, no e-mail e no PDF.
O que fazemos com quem chega sem reserva?
Monte uma fila separada e sinalizada e escreva a regra antes: quem chega sem reserva entra quando o horário atual tem vagas sobrando porque pessoas que reservaram não vieram. Se o horário ainda tem vagas, a pessoa reserva ali mesmo pela página do evento; se aparece como Completo, a equipe a cadastra manualmente na entrada. Não misture com a fila de quem tem reserva.
Que dados uma marca pode pedir numa ativação na Argentina?
Só o que a finalidade informada exige: para dar um horário e mandar o QR code, nome e e-mail bastam. A Lei 25.326 exige que os dados sejam adequados, pertinentes e não excessivos, que as pessoas saibam para que serão usados e que deem o seu consentimento. Se a marca quiser usar os dados para marketing, isso vai como uma autorização separada.
Precisamos de licença para uma ativação numa calçada de Buenos Aires?
Na Cidade de Buenos Aires, sim: ações publicitárias no espaço público são solicitadas por um trâmite online que pede, entre outros documentos, a descrição da ação, uma declaração juramentada e um seguro de responsabilidade civil. Num shopping, a permissão e as regras vêm da administração do shopping.
Organize os horários da sua ativação com o PASE
Horários com limite de vagas, dia e horário no passe e no e-mail, cadastro manual para quem chega sem reserva e relatório por tipo e por hora, com inscrição em espanhol e em inglês. Orçamento por evento: Base a partir de USD 600, Pro a partir de USD 1.500, Enterprise sob consulta.
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